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CRÍTICA DE VENOM: TEMPO DE CARNIFICINA

Nada de novo, mesma história de sempre e várias aranhas na tela em Venom 2

Os fidget toys, aqueles brinquedos de apertar as bolhinhas, se tornaram uma febre entre as crianças aqui no Brasil. Os adultos, por sua vez, para justificar o interesse nesses produtos, o associam como um antiestresse, algo para relaxar as tensões do dia a dia e levar uma vida mais feliz e produtiva.

Fidget Toys.


Particularmente, nunca entendi o sucesso desses fidget toys. Para as crianças, algo relacionado ao formato (já que eles possuem a forma de dinossauros, carros etc.) pode ser uma resposta mais imediata, junto com seu padrão multicolorido.

Já em relação aos adultos, acredito que tudo que serve para evocar a infância tem um lugar especial no coração (apesar de não entender o motivo desse brinquedo em especial).


Mas, independentemente do que eu penso sobre eles, é inegável que esses brinquedos são um sucesso entre o público infantil e até mesmo entre alguns adultos. A minha mãe está doida para comprar um, pois de fato virou um febre.


De maneira similar, Venom (2018) foi um sucesso entre o público no seu lançamento. O filme do vilão do Homem-Aranha, sem vínculo, à princípio, com o MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), foi uma das maiores bilheterias da Sony naquele ano. Motivo pelo qual ganhou uma continuação tão ridícula quanto o primeiro filme.

Tom Hardy é Eddie Brock. Foto: Reprodução.


Venom: Tempo de Carnificina reforça tudo o que deu certo no primeiro filme: um anti-herói bobalhão, que não sabe a diferença entre comer uma galinha e comer um ser humano, provocando situações inusitadas para trazer um ar mais cômico ao filme, o que, particularmente, não funcionou comigo.

Com seus 90 minutos de duração, Venom 2 se baseia em uma relação amorosa para contar a sua história. Cletus Kassidy (Woody Harrelson) é um serial killer condenado, que sente a falta do grande amor da sua vida, Frances Barrison (Naomie Harris), de quem foi separado ainda na adolescência, após a jovem manifestar poderes sobrenaturais e perigosos.

No corredor da morte, anos depois, Cletus recorre à Eddie Brock (Tom Hardy) para passar uma mensagem para sua amada, em troca de informações que poderiam salvar a carreira do jornalista.

Woody Harrelson vive o vilão Carnificina. Foto: Reprodução.


A partir daí, o filme se torna extremamente previsível, com o vilão Cletus adquirindo poderes de forma inesperada, resgatando sua amada e ameaçando acabar com todos aqueles que o fizeram pagar por seus pecados (aquela clássica vingança de vilão de quadrinhos).


A trama é tão óbvia que até cria um conflito entre Eddie e Venom, levando-os a se separar e se reencontrarem no momento de clímax da história, através da mulher amada por ambos, Anne (Michelle Williams).


O embate entre Venom e Carnificina, que deveria ser o principal momento do filme, é totalmente anticlimático, repleto de CGI e efeitos visuais de péssima qualidade (o que se justifica pelo orçamento do filme, que visa lucro máximo com baixo custo).

Fica evidente que o elenco, repleto de estrelas de Hollywood, está se divertindo em um filme que não tem a menor intenção de ser mais do que um entretenimento infantil que pode agradar à alguns adultos.

Assim como um fidget toy, Venom 2 se preocupa em ser uma atração passageira, cuja explicação para o sucesso é incompreensível.

O principal motivo que levará o público para as salas de cinema, por sua vez, está na cena pós créditos, que coloca de vez o personagem no MCU e abre possibilidades para que a história seja melhor no futuro.


No momento, Venom: Tempo de Carnificina é um filme esquecível, uma moda passageira, mas que fará sucesso.

FICHA TÉCNICA:

Título Original: Venon: Let There Be Carnage

Duração: 1h37min (97min)

Direção: Andy Serkis

Estrelando: Tom Hardy, Michelle Williams, Woody Harrelson, Naomie Harris e outros

Gênero: Ação/Fantasia

NOTA: 4/10

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