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Crítica do filme Noite Infeliz

Longa traz Papai Noel saindo no soco e dando porrada

David Harbour em Noite Infeliz. Foto: Reprodução.

O Papai Noel é uma personalidade cultural repleta de misticismo e crenças. Grande parte da magia do Natal é associada à essa figura que, em apenas uma noite, consegue entregar todos os presentes para as crianças que vivenciam o espírito natalino.

Aproveitando s simbologia em torno do Papai Noel, além do período natalino, Hollywood explora ao máximo esses dois elementos, produzindo inúmeros filmes e séries para serem lançados no final do ano.

Só que, em sua grande maioria, as produções são sempre genéricas e reforçam os valores da família tradicional, que se reúne no Natal para celebrar, como se não houvesse problemas ao longo do ano, ou que essas pessoas se odeiam declaradamente, por exemplo.

Noite Infeliz” é um filme que faz uso dessa premissa, da reunião de uma família milionária no Natal, para explorar elementos adicionais. Aqui, temos um filme de assalto, onde a família se torna refém durante a noite de Natal, e apenas uma pessoa é capaz de resgatá-los: o Papai Noel.

Noite Infeliz. Foto: Reprodução.

Por mais absurda que pareça a premissa, o filme trata de deixar explícito, logo nos primeiros minutos, que ser Papai Noel é uma função como qualquer outra, levando o bom velhinho, interpretado aqui pelo David Harbour, a ficar de saco cheio da profissão (literalmente).

Mas, apesar disso, ele não consegue abandonar a profissão, e ainda se encanta com o simples pedido de uma criança, para fazer seus pais ficarem juntos novamente.

Ao longo das 01h52min de duração (que podem ser cansativas), o filme transita pelo roubo, que acontece na mansão da matriarca da família, Gertrude Lightstone (Beverly D’Angelo), enquanto flerta com a origem do Papai Noel, que nunca é aprofundada.

A história, inclusive, brinca com essa explicação, sugerindo que antes de virar o bom velhinho, ele era um guerreiro nórdico, o que explica a sanguinolência e as habilidades de combate.

O coração do longa, contudo, está na jovem Trudy (Leah Brady), neta de Gertrude, que interage com o Noel e nos faz enxergar o bom coração que ele tem, já que, comovido pela menina, resolve enfrentar os ladrões, em um exército de um homem só (sim, Duro de Matar não só é referenciado, como é mencionado ao longo do filme).

Noite Infeliz. Trailer oficial.

Somado a isso, temos ainda o carisma do David Harbour, que interpreta o herói desajustado, até mesmo atrapalhado, mas que sabe quando usar a força bruta para resolver todas as situações.

Digo que ele é um herói porque, além de ser o Papai Noel, ainda carrega uma marreta como arma especial, como se estivesse empunhando o machado do Thor.

Com uma trama simples e inúmeras referências à outros filmes, como Esqueceram de Mim, John Wick e Duro de Matar, “Noite Infeliz” consegue subverter o gênero, criando algo novo para uma figura tão simbólica quanto o Papai Noel.

Méritos do diretor Tommy Wirkola, responsável por “João e Maria: Caçadores de Bruxas” (2013), outro filme que revisita personagens clássicos da cultura, dando um novo significado a eles.

Noite Infeliz” é um filme de Natal que vai além. Poderia ser mais curto e objetivo, mas acerta ao criar uma atmosfera inovadora para o bom velhinho.

Com as diversas menções ao longo da história, se houver uma continuação, tomara que a Mamãe Noel apareça (e que ela seja tão sanguinolenta quanto seu marido).

FICHA TÉCNICA

Noite Infeliz

Título Original: Violent Ninght

Duração: 01h52min

Direção: Tommy Wirkola

Gênero: Ação/Comédia

Estrelando: David Harbour, John Leguizamo, Alex Hassell, Leah Brady e outros.

Estreia Nacional: 01 de dezembro de 2022

Nota: 7/10  

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