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RESENHA: A PEQUENA SEREIA

Adaptação se salva, sobretudo por atuação de Halle Bailey

“Não importa quantas chances tenha de dar errado, quando uma coisa tem que acontecer as diferenças desaparecem.”(A pequena Sereia)

Com uma versão em carne e osso e muito investimento em CGI para o filme Alice no País das Maravilhas (2010), a Disney faturou mais de 1 bilhão de dólares nas bilheterias ao redor do mundo, e deu início a uma nova era, a era dos Remakes. A partir daí, diversas adaptações em live-actions surgiram na plataforma, como: Dumbo (2019), O Rei Leão (2019), Malévola (2014), Aladdin (2019), Mulan (2020) e muitos outros.

    De fato, nem todos os remakes feitos pela Disney foram um sucesso absoluto, alguns triunfam, alguns fracassam. Realizar uma adaptação não é uma tarefa fácil, em muitos casos se torna até mais difícil do que partir do zero em uma história original. Isto porque, existem múltiplos fatores que interferem para se ter uma boa adaptação sendo necessário ter pelo menos um bom elenco, um bom investimento de efeitos especiais e principalmente que se siga como base o conteúdo da historia original.

Foto: reprodução

Agora, em meados do segundo semestre de 2023, chega às telonas dos cinemas brasileiros a nova adaptação da Disney, a pequena Sereia. O filme rompe barreiras, críticas e principalmente ataques racistas a atriz Halle Bailey envolvendo a aparência da Ariel, onde tal polêmica não se sustenta uma vez que, sereias é uma fantasia criada pelos humanos, o que deve ser seguido, é apenas o respeito à história original.

   A pequena Sereia retrata a vida da amorosa, corajosa e curiosa Ariel (Halle Bailey), uma princesa sereia de dezesseis anos de idade, a filha mais nova do Rei Tritão (Javier Bardem) que governa todos os mares. Ariel anseia a todo o momento conhecer os humanos e, enquanto visita a superfície ela se apaixona pelo espirituoso Príncipe Eric (Jonah Andre Hauer-King). As sereias são proibidas rigorosamente pelo rei Tritão de se aproximarem da superfície e ter algum contato com os humanos, porém, Ariel, seguindo seu coração faz um pacto com a bruxa do Mar, Úrsula (Melissa Ann McCarthy) para conseguir experimentar a vida na superfície como humana e coloca sua vida e a sobrevivência do reino em perigo.

    A primeira crítica ao filme fica pela sua própria essência de ser. A Disney costuma bater na mesma tecla, na mesma fórmula ao fazer seus live-actions e termina por entregar um material que não se compara com a obra original. A fórmula, de obra realista muitas vezes parece uma loteria, às vezes acerta outras erra. O fato é que trazer este formato já utilizado em outras adaptações, aqui na Pequena Sereia, parece não funcionar perfeitamente. O CGI amplamente utilizado deixa a desejar e não transmite a verdadeira mágica da animação da Pequena Sereia.

Foto: reprodução

    Um elemento ruim do filme é o exagero sequencial de músicas cantadas, que gera um espetáculo forçado, que não passa a emoção que deveria ser realmente transmitida, em verdade, a essência foi perdida, por algo apelativo e principalmente cansativo.

    Os seres aquáticos, amigos de Ariel, Sebastião o Caranguejo, Sabidão a Gaivota e Linguado o peixe, possuem uma química de comédia com piadas muito bem colocadas, e por isso, merecem o destaque de se fazerem presente ao longo do filme e de conseguir tirar boas gargalhadas do público ao longo da exibição.

    Outra crítica se refere ao seu lapso temporal. Na animação original (1989) o filme possui 1h23min de duração. Já no atual remake (2023) o filme possui 2h10min,ou seja, isto significa que são 47min de diferença voltados para outras questões, que delonga demasiadamente a trama. Não existe um fundamento para justificar esta extensão de tempo, e por isso, o filme, mais uma vez, em algumas situações aparece arrastado, cansativo. Se pararmos para raciocinar, o filme atinge dois públicos, adultos/adolescentes/crianças que já viram o original e estão ansiosos para rever e adultos/adolescentes/crianças que não tiveram este contato, e estão tendo pela primeira vez. Ambos os públicos devem sentir a extensão do lapso temporal, como um aspecto negativo, principalmente as crianças.

Foto: reprodução

   O destaque central, sem sombras de dúvida fica para a atriz Halle Bailey, que da luz a Pequena Sereia. Bailey nos encanta como Ariel nos encantou tempos atrás. A sua voz nas canções é algo realmente marcante e mágico. Mas mais do que isso, a sua atuação não se esgota somente na voz, mas sim em todo o resto. Simpatia, ousadia e coragem são marcas da queridíssima e amada Ariel e que de uma forma divertida e leve é facilmente transmitida pela atriz.  

   Geralmente dizemos que um bom filme é aquele que tem um bom protagonista, porém um bom protagonista não seria nada se não fosse um bom vilão que o acompanha. Uma das fórmulas do sucesso de um filme reside nisso, um equilíbrio entre o bem e o mal. Infelizmente ao assistir, sentir um pesar com a atuação da bruxa do Mar, a Úrsula apresentada no remake. A atuação da atriz não transmite a maldade nem mesmo sua forma assustadora de ser, como a da animação de 1989. Talvez seja porque, a versão de animação seja única, icônica e difícil de atingir o que, por vezes reflete o problema das adaptações citado anteriormente.

   Desta forma, a nova adaptação da Pequena Sereia tem pontos positivos e negativos pra se levar em conta. É inegável que quem sobreleva o filme é a atuação da atriz Halle Bailey seja por sua linda voz, seja por sua bela atuação e também não esquecendo do seu pitoresco grupo de amigos aquáticos. De outro lado, ainda temos um problema recorrente em diversas adaptações da Disney que apostam “cegamente” e exageradamente na resolução do CGI para seus problemas. Se você é fã da historia original ou curte filmes no estilo Musical se sinta livre pra embarcar e ver mais uma vez a sereia Ariel, agora, em um outro formato.

Confira abaixo o trailer do filme:

A Pequena Sereia | Trailer Oficial Legendado

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NOTA: 8/10

FICHA TÉCNICA:

Nome: A pequena Sereia( the Little  Mermaid)

Diretor: Rob Marshall

Gênero: Fantasia/Musical

Estrelando: Halle Bailey, Melissa Ann McCarth, Javier Bardem…

Estreia Nacional: 25 de maio de 2023

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