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Resenha: Top Gun: Maverick

Um verdadeiro filme sobre aviações

Uma história pode ser contada ou recriada de diversas maneiras. Normalmente, a base destas famosas histórias são fotografias, vídeos, cenas memoráveis, que vão se coadunar para o desfecho principal: a elaboração do filme.

 É a partir desta premissa que Top Gun: Maverick se apoia, ao reviver momentos nostálgicos com fotos e cenas memoráveis do primeiro longa (Top Gun: Asas Indomáveis, 1986), mas  elevando-se a uma segunda potência, com mais efeitos, mais ação e o principal com mais Tom Cruise.

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Top Gun: Maverick. Foto: reprodução

Estas lembranças são tão fortes no novo filme que já de inicio temos a nostálgica cena de Miles Teller (Bradley Bradshaw) tocando “Great Balls of Fire” no piano do bar, assim como foi com Anthony Edwards (Goose) em 1986. O filme parece não querer sair desta época, fazendo o publico revisitar icônicas situações como agora é Glen Powell (Hangman) que vive o piloto loiro, antagonista do herói, o que antes era protagonizado por Val Kilmer (Tom Kazanski). A cena de descontração na praia que em 1986 era uma partida de vôlei foi substituída por uma partida animada de futebol americano.

A premissa basilar do filme é de ainda ter o seu patrimônio principal: Tom Cruise no elenco. Enquanto em outras produções, dificilmente veríamos o mesmo ator protagonizando o seu personagem depois de longos 36 anos, aqui em Top Gun: Maverick podemos presenciar a volta do icônico e destemido piloto da Top Gun, Pete “Maverick”Mitchell “ a todo vapor”. É inegável que o tempo chega para qualquer um, até mesmo para Tom Cruise, mas ainda assim, o temos com cheio de vigor e energia para entregar.

O elenco do filme é notável com jovens talentos como Milles Teller, Monica Barbáro, Glen Powell e até mesmo, com atores já consagrados no cinema como Jonh Hanm e Ed Harris. Contudo, mesmo com um elenco forte desses, que seria capaz de se “virar sozinho” se torna totalmente secundário para o protagonismo único de Tom Cruise, o herói de um homem só. Já seria de se imaginar o protagonismo excessivo de Tom Cruise, uma vez que o filme se titula: Maverick.

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Top Gun: Maverick. Foto: reprodução

A trama retorna, com Pete Maverick sendo convocado para fazer parte mais uma vez, da aviação de elite da Marinha, a Top Gun, desta vez não mais como um piloto e sim como um professor com o objetivo de treinar um grupo de alunos para executar uma missão altamente perigosa.

Esta é uma típica história, que já de início sabemos o inicio, meio e como termina. O seu enredo é totalmente previsível, além de ficar marcado com vários clichês, não tem algo novo que desperte a atenção do público para com a história o que acarreta, por conseguinte, em um leve desinteresse pela trama. Já é de se imaginar, o estrelismo puro, chato e previsível, que em uma das cenas finais, o destemido maverick se “sacrifica” (entre aspas porque Maverick é imortal, ou seja, ele sobrevive) para salvar a vida de um dos pilotos, explodindo parte de seu avião.

Apesar da historia simples marcada pela previsibilidade, ela nos surpreende com efeitos visuais de alta tecnologia. Em entrevista o ator Hamm diz: “eles estão usando tecnologia que nunca foi vista antes. Eles estão rodando o filme em 6k, eu acho. Então, a resolução é incrível. As imagens aéreas são impressionantes. E a maior parte é prática. Não tem muito de CGI. Estes caras estão mesmo lá nos aviões voando em alta velocidade.”.

Por vezes, o filme emula literalmente a vida real, onde mostra ao público um pouco da  sensação de voar em alta velocidade e de como a velocidade impacta em nossos corpos fazendo uma pressão de mais de 700 Kilos. Para isso, uma das tecnologias aplicadas para captar momentos claustrofóbicos nas cabines, foram utilizadas 6 câmeras IMAX para registrar todo este processo. Sem duvidas é um filme clássico para amantes de aviação, uma verdadeira aula de realidade e emoção de estar nos ares.

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Top Gun: Maverick. Foto: reprodução

Há também momentos marcantes e emocionais no filme, como o encontro de Mitchell (Tom Cruise) e kazanski (Val Kilmer), onde é possível vermos toda a dificuldade de fala de Val Kilmer devido ao seu câncer na garganta. Kazanski, conhecido pelo apelido “Ice” é o porto seguro de Mitchell, através de conselhos, conversas e amizade. Outro momento marcante, mas desta vez romântico é o encontro de Mitchell com Penny Benjamin (Jennifer Connelly) onde é possível sentirmos uma tensão romântica no ar entre os dois.

Neste sentido, Top Gun: Maverick consegue ter personalidade como uma excelente continuação, ele peca em trazer um enredo marcado de previsibilidade, assim como o protagonismo exacerbado de Tom Cruise, mas traz muitas lembranças marcantes do seu antecessor com um plus maior e mais genial para as cenas de ação, que foram filmadas em alta tecnologia para emular a vida real. Sem duvidas, é um ótimo filme que fala sobre amor, aviação, amizade e superação, e que deve ser assistido por todos.

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