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Ted Lasso termina deixando saudade

Série da Apple TV é um sopro de esperança na humanidade

Jason Sudeikis vive Ted Lasso. Foto: Reprodução

Esse é o um relato pessoal.

Começo dizendo isso para te situar sobre a relação direta da série comigo, com aspectos da minha vida.

E a conclusão mais imediata é que Ted Lasso me transformou em uma pessoa melhor.

É comum que algumas séries e filmes nos marquem, de alguma forma, ao longo das nossas vidas.

Lembramos daqueles desenhos que assistíamos quando éramos crianças porque algum elemento naquelas obras nos fisgou, ainda que como uma memória afetiva daquele período.

Só que não dá para imaginar o tamanho da influência que essas produções exercem em nossas vidas.

E Ted Lasso, com certeza, mexeu comigo.

Cena de Ted Lasso. Foto: Reprodução.

Comecei a assistir a série pela proposta de unir comédia e futebol, com uma premissa muito simples, de colocar um treinador de futebol americano para treinar um time da Premier League, uma das maiores (talvez a maior) ligas de futebol do mundo. Receita certa para o humor.

Só que logo no começo, fica claro que a série é mais do que isso.

Nos primeiros episódios, a primeira mensagem que me cativou foi sobre relacionamentos. Naquele momento, eu estava preso em um relacionamento pela conveniência de estar junto com alguém.

Já tinha me acostumado com a rotina e, por mais que nós dois estivéssemos infelizes, era seguro não arriscar, porque a vida sem o outro era assustadora.

Ted Lasso então, veio para mostrar que não adianta continuar em um relacionamento só para manter a segurança na sua vida, tornando duas pessoas infelizes.

Amar é deixar livre e, por mais que seja doloroso no começo, é muito melhor saber que o outro está feliz, ainda que não esteja mais com você.

A série também me faz lembrar da minha primeira consulta com minha psicóloga, quando mantive a postura defensiva, de não querer compartilhar a minha vida com ela por não acreditar que a terapia ajudaria de alguma forma.

Dividir medos, anseios, traumas ou simplesmente o cotidiano era algo que me colocava numa posição muito insegura, do julgamento, que estava diretamente relacionada com a minha adolescência, e tudo o que envolveu aquele período da minha vida.

E logo em seguida, a série me acerta quando me faz lembrar da minha adolescência, quando todos ao meu redor me julgavam porque acreditavam saber o que era certo para mim. Não que isso tenha mudado hoje em dia, já que me julgam por ter feito Direito e ido para o Jornalismo. E na sequência, ter feito cinema.

Cena de Ted Lasso. Foto: Reprodução.

Mas, a lição que Ted traz é de que todas essas pessoas julgam, mas elas não são curiosas. Elas não querem saber os motivos, apenas acreditam que são superiores.

Então, elas julgam todo mundo e diminuem aqueles que elas acham que são inferiores. Só que isso não tem nada a ver com quem eu sou.

Ted também me ensinou que os resultados não podem ser mensurados entre sucesso ou fracasso, porque não se trata disso, mas sim, de ser a sua melhor versão a cada dia.

Então, não interessam as notas, os indicadores de progresso, os critérios da faculdade para determinar se fui bem ou não, porque o que realmente importa é se estou satisfeito em ter dado o melhor de mim.

Quando o meu TCC em jornalismo não teve a nota máxima, por ser sobre um tema que eu amo, isso mexeu comigo.

Fiquei me perguntando se tinha feito a escolha certa em abordar um assunto que, claramente, me deixava emocionalmente envolvido, e me fazia ter uma visão parcial das coisas. Isso me fez questionar até mesmo a minha escolha pelo jornalismo, já que no Direito, consegui a nota máxima.

Só que Ted Lasso me ensinou a acreditar.

Cena de Ted Lasso. Foto: Reprodução.

Acreditar em si mesmo. Acreditar uns nos outros. Tudo isso é fundamental para se manter vivo e não perder a esperança de tudo aquilo que você deseja.  

Além disso, Ted também ensina o valor dos vínculos que você cria com as outras pessoas. Em todos os momentos difíceis da minha vida, nunca estive sozinho.

Pois, como é dito na série, “se há algo pior do que ficar triste, é estar sozinho e triste”.

Ao menos por isso, eu nunca passei, e sou grato a todos que estão comigo ao longo dessa história e, também, a todos que se foram, por erros meus ou, simplesmente, porque a vida acontece.

Ted Lasso também traz questões parentais e a forma como lidamos com essas relações.

Cena de Ted Lasso. Foto: Reprodução.

Sou muito próximo da minha mãe, e a amo incondicionalmente, e assim como o Ted quer voltar para perto do seu filho, porque ele sente a sua falta, eu sempre quero voltar para minha mãe, porque não há lugar melhor no mundo do que estar perto dela.

Por fim, eu concluo esse relato com uma das frases que mais me deixaram reflexivo ao longo da série: “os contos de fadas não começam nem acabam na floresta escura. A filha da mãe da floresta aparece sempre no meio da história. No fim, fica sempre tudo bem”.

Então, segure firme aos que estão ao seu lado e ACREDITE.

Cena de Ted Lasso. Foto: Reprodução.

Muito obrigado, Ted Lasso!

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