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Urgente: Homem responsável por incêndio no estúdio da Kyoto Animation é condenado a morte no Japão

O crime ocorreu em 2019

Em 2019 a indústria dos animes sofreu um grande atentado quando a Kyoto Animation foi alvo um incendiário homicida. No ocorrido, Shinji Aoba foi responsável pelo incêndio matou 36 pessoas e deixou outras dezenas feridas. Após o ataque, Aoba ficou sob custódia até o seu julgamento, que só começou no ano passado. Mas agora, os tribunais decidiram o veredito de Shinji Aoba.

Shinji Aoba também saiu ferido do incêndio que o mesmo provocou. Foto: Reprodução

De acordo com a Japan Times, o Tribunal Distrital de Kyoto revelou hoje (25) a sua decisão: Shinji Aoba, homem de 45 anos, foi condenado a morte por atear fogo em um dos estúdios da Kyoto Animation em julho de 2019. O próprio incendiário ficou gravemente ferido e precisou passar por tratamentos médicos, além de ter seu julgamento sendo adiado devido a COVID-19. Mas o juiz Keisuke Masuda finalmente o considerou culpado.

Segundo os documentos judiciais, o juiz acredita que Aoba “não era louco nem débil mental” durante o incêndio, afirmando que tudo foi proposital e premeditado, com o culpado assumindo o dolo eventual de suas ações. A decisão abriu espaço para a sentença de morte.

Incêndio da Kyoto Animation deixou 36 mortos e muitos feridos, incluindo o incendiário. Foto: Reprodução

No Japão, assim como os Estados Unidos e alguns países asiáticos, ainda existe pena de morte, porém não é comum alguém ser condenado à pena capital, já que menos de 100 pessoas foram executadas desde o ano 2000. Antes da decisão pela execução de Shinji Aoba, a última execução ocorrida no Japão foi em julho de 2022 com a execução de Tomohiro Kato, o responsável por um massacre em 2008. Porém mesmo com o baixo índice de execuções no país, os dados apontam um elevado número de pessoas no corredor da morte japonês, visto que atualmente existem 108 pessoas na lista, com Aoba.

O presidente da Kyoto Animation, Hideaki Hatta, se pronunciou sobre a sentença, a declarando como “apropriada”, mas afirmando que a frustração permanece forte.

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